
Edição de Outubro/26 - Fazenda Mato Grosso
Sobre o Café
Na edição de Outubro de 2026, voltamos ao Sul de Minas com um café que representa muito bem a força da região: consistência, doçura, bom manejo e um pós-colheita extremamente cuidadoso. O lote deste mês vem da Fazenda Mato Grosso, localizada em Ilicínea, Minas Gerais, uma cidade cercada por belas serras e inserida em um dos terroirs mais tradicionais da cafeicultura brasileira.
A Fazenda Mato Grosso é conduzida por Henrique Pacheco, produtor com uma longa trajetória ligada ao café. Sua história começou ainda no fim da década de 1980, quando se formou como técnico agrícola e, pouco depois, passou a atuar diretamente na gestão de fazendas cafeeiras. Desde então, acumulou décadas de experiência no campo, sempre buscando aprimorar processos e produzir cafés de maior qualidade.
Henrique também foi um dos pioneiros na técnica de descascar cafés na região. Já em 1993, ele implementava o despolpamento em propriedades da família e em fazendas onde trabalhava, numa época em que esse tipo de processo ainda era menos comum. No entanto, ao adquirir a Fazenda Mato Grosso em 2010, encontrou um terroir diferente e percebeu ali uma grande oportunidade para trabalhar com cafés naturais de alta qualidade.
Essa decisão veio da leitura cuidadosa do ambiente da fazenda. A propriedade está a cerca de 1.050 metros de altitude, em uma área favorecida pelo microclima local e pelos contornos da serra que envolve a região. Essas condições permitem uma maturação muito interessante dos frutos e ajudam a construir cafés doces, uniformes e bem definidos. Por isso, mesmo vindo de uma trajetória muito ligada aos cerejas descascados, Henrique passou a investir fortemente no processo natural dentro da Fazenda Mato Grosso.
Hoje, a fazenda se destaca justamente por esse cuidado no pós-colheita. A estrutura de secagem, o uso de tecnologias como secadores de caixas e o acompanhamento atento de cada etapa ajudam a preservar a qualidade dos grãos e a produzir cafés naturais limpos, estáveis e muito bem acabados. O lote escolhido para esta edição evidencia exatamente isso: é um café bonito, uniforme, bem padrão e com uma xícara que mostra claramente o trabalho cuidadoso realizado depois da colheita.
O Sul de Minas, onde a fazenda está localizada, é uma das regiões mais importantes do Brasil para a produção de cafés especiais. Sua tradição centenária, somada à diversidade de altitudes, solos e microclimas, cria condições ideais para diferentes perfis sensoriais. É uma região que une história, técnica e inovação, e que segue sendo referência para compradores e apreciadores de café no Brasil e no mundo.
O café escolhido para esta edição é um Topázio Natural. Na xícara, ele apresenta um perfil bastante acolhedor e equilibrado, com notas marcantes de chocolate ao leite, cacau e um toque sutil de frutas vermelhas. É um café bem chocolatudo, doce e confortável, daqueles que agradam desde o primeiro gole, mas que também revelam qualidade quando observados com mais atenção.
Mais do que um café exótico ou experimental, esta é uma edição que valoriza a beleza da consistência. Um lote limpo, bem processado, doce e uniforme, que mostra como um bom natural do Sul de Minas pode entregar uma xícara clássica, prazerosa e cheia de elegância.
Outubro chega, portanto, com um café de perfil muito agradável: chocolate ao leite, cacau, doçura equilibrada, leve presença de frutas vermelhas e uma finalização limpa. Uma edição perfeita para o dia a dia, mas com qualidade suficiente para lembrar, a cada preparo, por que seguimos buscando cafés tão bem cuidados.
Bons cafés a todos!
Ficha Técnica
Produtor
Henrique Pacheco
Fazenda
Fazenda Mato Grosso
Região
Sul de Minas
Altitude
1050m
Variedade
Topázio
Processo
Natural
Notas Sensoriais
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